fevereiro 22, 2011

CRISTINA NORTON

Cristina Kace Norton nasceu a 28 de Fevereiro de 1948, em Buenos Aires, Argentina. Reside há mais de 30 anos em Portugal e optou pela nacionalidade portuguesa. Fez vários cursos de línguas e literatura. Está publicada no Brasil e no Chile.
A sua obra engloba a poesia, o romance e o conto, da qual destacamos os livros O Afinador de Pianos, O Lázaro do Porto, Os Mecanismos da Escrita Criativa, O Segredo da Bastarda, O Barco de Chocolate – contos infantis, Prémio Adolfo Simões Müller, 2002; em 2.ª edição, com ilustrações de Danuta WojciechowskaA Casa do Sal e agora O Guardião de Livros. Trabalha, desde 1998, em oficinas de escrita criativa dando, com o seu método, cursos de formação a professores, organizados pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, pela Fundação Calouste Gulbenkian e por outras instituições.

Biobibliografia da autora no site do P.E.N. Clube Português

Entrevista no Portal da Literatura sobre o livro A casa do sal, “a história de um homem sozinho num lugar isolado” .




AURELINO COSTA


Aurelino Costa nasceu em Argivai, Póvoa de Varzim, em 1956.





Programa Verão Total, 2010

CORRENTES d'ESCRITA 2011


Está prestes a acontecer, na Póvoa de Varzim, um dos eventos culturais mais prestigiados no panorama nacional: o Correntes d’EscritasEncontro de Escritores de Expressão Ibérica. Será de 23 a 26 de Fevereiro, que a nossa cidade irá acolher mais de 60 escritores para celebrarem a literatura de modo ímpar. O programa do Correntes d’Escritas contará com as habituais mesas de debate, sessões de poesia, lançamentos de livros, espectáculos de teatro e cinema, sessões com o público escolar, exposições e a Feira do Livro.

No dia 24 (5ªfeira), pelas 15h30, a nossa escola receberá a visita dos escritores Aurelino Costa e Cristina Norton para um momento de diálogo que permitirá conhecer a génese da sua obra bem como despertar o gosto pela escrita e pela leitura.

fevereiro 17, 2011

E foi Fevereiro...

Instântaneos do encontro com Luís Represas na biblioteca da nossa escola.
Os alunos presentes tiveram a oportunidade de conhecer melhor o escritor Represas e de lhe colocar todas aquelas questões que o livro encerra.
Será que a égua-marinha se apaixona verdadeiramente por Tição?
Será que a manada de cavalos marinhos sobrevive ao encontro com a barracuda?
Será que os peixes-anjo colocam os pequenos cavalinhos em perigo?
Será que Luís Represas vai escrever a continuação da história?
E que recordações levou ele da nossa escola?
Um lindo quadro em tons de mar, vários sorrisos curiosos e felizes e uma mão cheia de aplausos!
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fevereiro 14, 2011

LUÍS REPRESAS - A CORAGEM DE TIÇÃO

Dia 16 de Fevereiro, pelas 15h, na nossa biblioteca, apresentação do livro A Coragem de Tição, destinado a um público infanto-juvenil, marca a estreia do músico Luís Represas como autor de histórias.

Luís Represas conta uma história marítima recheada de cavalos marinhos destemidos, barracudas ferozes, peixes-trompete ruidosos, peixes-anjo protectores e muitos mais animais que habitam o fundo dos oceanos. Mas, acima de tudo, garante a Dom Quixote, “com este livro, iremos aprender que a amizade e o espírito de entreajuda são o caminho para distribuirmos felicidade pelos que nos rodeiam”.



Descobre toda a sua biografia neste espaço de som e imagem.

ZOMBIE LOVE SONG!

fevereiro 13, 2011

DIA DOS NAMORADOS

Deixa-me falar-te de amor

Nesta era em que tudo é fabricado, em que nada é natural, em que nada é puro; em que os primeiros beijos se trocam por telemóvel, se fala por sms e os ditos "encontros românticos" acontecem no cinema, entre um balde de pipocas e um copo de coca-cola, nesta era, que já não é minha, já não é tua, já nem é nossa; deixa-me falar-te de amor.
Não quero falar deste "amor" novo, feito de "roda-bota-fora", que nasce podre e é vazio. Não te quero falar do amor para passar tempo, que se joga na Internet; nem daquele que se conhece num bar ou numa discoteca.
Não: deixa-me falar-te de amor como o conheço, da mesma forma lamechas e (hoje) tão fora de moda; a mesma que te ensinaram os teus pais ou os teus avós; como era antigamente, quando passeavam junto ao rio, por vezes de mãos dadas, e coravam ainda, se encontravam alguma cara conhecida.
Deixa-me falar-te do amor que me ensinaste.
O amor que me ensinaste começou por um acaso, porque, por acaso, eu estava sozinha e tu também. O amor que me ensinaste não foi cozinhado nem confeccionado a propósito.
No nosso amor, tu dás-me a mão e eu coro; convidas-me para sair e eu hesito; brincas com os meus caracóis e eu gosto; bebemos chá e ficamos ébrios; passeamos à beira-rio e pode ser que nos beijemos.
No nosso amor, não somos só amantes, mas somos cúmplices. E companheiros. Olhas para mim e lês-me nas entrelinhas. Olho para ti e sei-te de cor. Sorrio e mergulhas nesse sorriso. Abraças-me e absorves-me inteira. Dizes-me "amo-te" e eu acredito.
O amor que me ensinaste é puro, é natural, é biológico, sem corantes nem conservantes.
Mas deixa-me contar-te um segredo: nesta era, que já não é minha, já não é tua, já nem é nossa; o nosso amor, ainda encanta!


Ana Rita da Silva Freitas Rocha
Textos de Amor : Museu Nacional da Imprensa, p.54
Quidnovi, fev. 2011